Eu,
Guto, e meu irmão, Duda, sempre estivemos na água, fosse na praia
ou no Salto (barragem localizada a 15 km de Canela) onde velejavamos
de lazer, holder e um Bruma 19´ de um tio nosso, o Negrelli.
Comecei
a ter um interesse maior em veleiros quando estava fazendo intercâmbio
nos Estados Unidos. Um dia, olhando TV, comecei a assistir o filme
"Os Caçadores de Esmeraldas" (acho que era isso), e no começo,
de uma hora para outra, o cara vai de Nova Yorque à Europa de
veleiro, sem pegar avião, sem pagar, apenas de veleiro. Isso até
então não me parecia possível, pelo menos para uma pessoa normal,
então comecei a pesquisar.
O
primeiro livro que li sobre barcos foi Dove, que conta a história
de um garoto americano de 16 anos (mesma idade que eu tinha na
época) que deu a volta ao mundo sozinho, conhecendo a mais diversas
culturas, desde o Caribe à Polinésia. Depois desse livro foi só
empolgação, e após me informar bastante convenci meu pai e dois
tios meus (Elton e Gerson) a alugarmos um veleiro no Caribe, nas
Ilhas Virgens Britânicas. Passamos uma semana em um barco de 50
pés num dos lugares mais lindos que já conheci.
Após
a minha volta ao Brasil começamos a fazer planos e mais planos.
Noites e mais noites nas mesas do Bar dos Metralhas sonhando,
junto com amigos que sempre nos deram força, e que certamente
vão participar de muitas viajens conosco. Até que surgiu a oportunidade
de comprarmos o Levavento, que era um pouco maior do barco que
pensávamos em comprar para começar. O levavento nos encantou,
e desde a primeira vez que o vimos sabíamos que aquele era o barco.
De
agora em diante é só fazer história e concretizar os sonhos nossos
e de todo mundo que de alguma maneira sonhou com a gente ar.